O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) disponibiliza o chamado trâmite prioritário de marcas, um mecanismo que permite acelerar a análise de pedidos de registro e petições relacionadas.
Na prática, o modelo funciona por meio de filas separadas de exame, destinadas a requerentes que atendem critérios específicos definidos por legislação ou por políticas públicas estratégicas.

Quem pode solicitar o trâmite prioritário
O INPI estabelece dois grandes grupos de beneficiários:
Casos com gratuidade
Podem solicitar o trâmite prioritário sem custo:
- Pessoas com 60 anos ou mais
- Pessoas com deficiência
- Pessoas com doenças graves
- Empresas enquadradas no regime Inova Simples
Nesses casos, basta comprovar a condição por meio de documentos oficiais.
Casos estratégicos e de políticas públicas
Também podem solicitar prioridade, mediante pagamento:
- Projetos que dependem de registro para liberar recursos públicos
- Situações com disputa judicial envolvendo marca
- Pedidos com direito de precedência
- Startups e projetos vinculados a patentes priorizadas
- Instituições científicas e tecnológicas
- Casos de interesse público ou emergência nacional
O objetivo é priorizar iniciativas com impacto econômico, tecnológico ou social relevante.
Como funciona o processo
Para solicitar o trâmite prioritário, o requerente precisa:
- Já ter um pedido de registro de marca em andamento
- Emitir a Guia de Recolhimento da União (GRU) — mesmo nos casos gratuitos
- Preencher o formulário eletrônico específico
- Anexar documentos comprobatórios
- Acompanhar a decisão na Revista da Propriedade Industrial (RPI)
O pedido pode ser feito a qualquer momento, mas só entra efetivamente em prioridade após etapas iniciais do processo, como prazos de oposição.
📊 Projeto piloto e foco em inovação
O trâmite prioritário também integra um projeto piloto do INPI, com foco em:
- Reduzir o tempo de análise de marcas
- Facilitar a resolução de disputas
- Estimular inovação e crescimento econômico
As solicitações dentro desse modelo seguem limites de cotas por modalidade, e os resultados são monitorados por meio de estatísticas oficiais.
Além disso, o prazo da fase inicial do projeto foi prorrogado até abril de 2026, reforçando o caráter experimental e de aprimoramento contínuo da iniciativa.
⚠️ O que muda para empresas e empreendedores
A iniciativa sinaliza uma evolução importante na gestão de propriedade intelectual no Brasil:
➡️ Maior previsibilidade para negócios que dependem de registro de marca
➡️ Aceleração de projetos estratégicos e inovadores
➡️ Redução de gargalos no sistema de análise
Para startups e empresas em crescimento, o trâmite prioritário pode representar vantagem competitiva — especialmente em cenários onde tempo de mercado é decisivo.
FONTE: INPI

