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    Se um Jogador num Dia de Verão

    (ou: O futuro das narrativas interativas na era da IA generativa)
    Colunistas 30/01/2026Rennan SpinolaPor Rennan SpinolaAtualizado em: 30/01/20264 minutos de leitura

    É noite e, depois de uma longa jornada, você entra na taverna do vilarejo à procura de descanso e de se inteirar dos rumores locais. No balcão, o atendente se dirige a você.

    — Boa noite, senhor. Gostaria de uma bebida? Talvez um quarto para pernoitar?

    — Boa noite, meu bom homem. Uma caneca do seu melhor hidromel, o prato da casa e uma cama num quarto com janela, se possível.

    — Pois não, senhor, agora mesmo.

    O atendente grita o pedido por cima do ombro pra o cozinheiro no cômodo vizinho.

    — Agora, em que mais posso ajudá-lo?

    — Pois não. Diga-me: o senhor é corintiano ou flamenguista?

    — Err… Perdão senhor… Corintiano… Flamenguista…?

    — Sim. Corinthians, Flamengo… Os times…

    — Desconheço, senhor. São guildas? Talvez de artesãos?

    — Argh! Deixa pra lá. Meu hidromel, sim?

    — Ah, claro! Aqui está, senhor.

    Conversa estranha, de gente esquisita… Mas por mais esdrúxulo que possa parecer, este tipo de conversa está prestes a se tornar algo que todo jogador vai potencialmente poder experimentar.

    O fato é que estamos à beira de uma revolução nos jogos, em especial em suas narrativas e, mais especificamente, nos seus NPCs (Non-Playable Characters ou personagens não controláveis pelo jogador).

    Experimentos, mais ou menos bem-sucedidos, com reconhecimento de discurso nos jogos não são novidade. Poder conversar livremente, por meio de texto ou voz, com os personagens do mundo de um jogo é um sonho antigo de Narrative Designers ao redor do mundo.

    Nunca foi possível fazê-lo de maneira satisfatória. Mas agora, com o advento dos LLMs e de IAs como o ChatGPT, este sonho está mais perto de se realizar do que nunca.

    Faça um experimento simples e peça para uma dessas IAs generativas fingir que é um personagem num RPG e puxe conversa. Você verá de imediato do que estou falando.

    A incorporação dessas tecnologias no design das narrativas dos jogos vai representar um salto quântico no modo como as histórias serão contadas e como os jogadores as experimentarão. Será o ápice das narrativas interativas, com um potencial infinito para narrativas emergentes (aquelas que não são roteirizadas pelos designers), para experiências únicas onde cada jogador viverá a história do seu jeito.

    Ainda não sabemos até onde isso pode chegar — o céu é o limite —, mas já começamos a entender os desafios.

    Experimentos como Herika e iniciativas como o Ghostwriter da Ubisoft, Inworld AI, e Neo NPC, já demonstram a importância e o potencial, mas também as dificuldades, dessa nova forma de contar histórias nos jogos.

    No momento, ainda estamos lutando com questões técnicas como latência (demora pra o NPC gerar a resposta), custo de API, coerência do personagem em relação ao lore (a história do mundo), ao gameplay e em relação aos outros personagens, o eterno tom “ChatGePeTesco” destes, entre outros. Isso sem falar nas questões éticas e sociais externas aos jogos, como a precarização do trabalho de roteiristas e dubladores.

    O fato é: essa tecnologia veio pra ficar e é uma questão de tempo até que os problemas técnicos sejam resolvidos e possamos ver os primeiros jogos AAA utilizando-a de maneira satisfatória.

    Cabe aos profissionais da área estarem atualizados com as tendências e as ferramentas e saberem usá-las a seu favor.

    Como sempre, o toque humano, a criatividade, a experiência, o senso crítico e estético, a ética, vão continuar sendo indispensáveis. O Narrative Designer vai ser, mais que do nunca, um maestro ou um diretor da narrativa, quase como o mestre de RPG, criando a premissa da história e moldando e ajustando as personalidades dos personagens, o lore do mundo e como todos esses fatores se relacionam com a progressão e o gameplay. Ao jogador, por sua vez, vai caber a responsabilidade de ser criativo e de entrar no seu personagem, verdadeiramente atuando e contribuindo com os NPCs, num trabalho conjunto entre designer, jogador e IA, na criação de uma história única, totalmente sua (já pararam pra pensar no potencial disso pra os streamers? Pois é…).

    O futuro das narrativas interativas, meus amigos, está logo ali, e é assombroso e lindo!

    Agora, se me permitem, devo terminar meu hidromel e recolher-me aos meus aposentos. Preciso estar descansado, pois a jornada… Ah! A jornada está apenas começando!

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    Rennan Spinola
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    Graduado em Arte e Mídia pela UFCG, é Especialista em Gestão de Projetos pela Unifacisa e Mestre em Comunicação e Culturas Midiáticas pela UFPB. É professor do curso de Desenvolvimento de Jogos Digitais da Unifacisa há 14 anos, lecionando disciplinas como Game Design, Roteiro, Worldbuilding e Gestão de Projetos. Atuou como Game Designer em diversas empresas e projetos de alcance nacional e internacional, e atualmente integra a equipe da Petit Fabrik como Game e Narrative Designer. Presidente da APGames – Associação Paraibana de Desenvolvedores de Jogos, dedica-se a fortalecer e fomentar a indústria de jogos na Paraíba, criando oportunidades e promovendo o crescimento do setor.

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