De uns tempos pra cá, muito se debate acerca da intervenção estatal na arte. A discussão foi além, questionando até mesmo a função da arte e dos artistas na sociedade moderna, mas isso é assunto para outro artigo e agora irei focar num breve estudo de caso sobre as políticas públicas na arte no Brasil e no mundo. Mais especificamente, sobre o meio audiovisual, que muitos simplificam erroneamente como a lei Roaunet. O primeiro ponto do debate envolve a inevitável comparação com Hollywood, quando afirmam que os EUA não possuem nenhum incentivo governamental. É aí que muitos erram,…
Autor: Rodrigo Brandão
Perdoe o sensacionalismo barato do título deste artigo, mas não havia outra forma de expressar algo tão verdadeiro sobre a nossa realidade socioeconômica. Sobre a realidade de um jogador veterano e desenvolvedor independente de um país de terceiro mundo que, durante a infância e a adolescência, muitas vezes precisava vender o console da geração anterior para comprar o próximo.Mas, resolvido o problema do console da geração presente, como ficava o acesso aos jogos?Nos anos 1980, tínhamos que lidar com inflação estratosférica, reserva de mercado — que permitiu o surgimento de inúmeros clones não licenciados do NES no Brasil — e…
Motivei-me a abordar esse tema espinhoso nessa coluna após uma peculiar situação pessoal. Recentemente o jogo Spiderman 2, do PlayStation 5, ficou disponível para os assinantes da PSN Plus, e assim eu aproveitei para finalmente jogá-lo. Como de costume, gosto de comentar com amigos, conhecidos e alunos sobre games — até ser surpreendido com a insatisfação de um amigo sobre o referido título. Ele é um homem cis, fã do Miranha e gamer desde criança. A crítica dele não foi sobre as mecânicas, jogabilidade, ou os gráficos do jogo: foram sobre algumas decisões narrativas da Insomniac Games.Na verdade, ele se…
Muitos afirmam que estamos vivendo uma era de ouro das adaptações de games para o cinema e a TV — e há, de fato, alguma verdade nisso. O sucesso dos filmes do Sonic, a bilheteria estrondosa de Super Mario Bros. e a recepção positiva das séries televisivas The Last of Us e Fallout certamente ajudam a dissipar dúvidas após décadas de tentativas fracassadas de adaptação. Entretanto, um curioso movimento recente do diretor francês Christophe Gans motivou-me a inaugurar esta coluna com o tema: ele realizou uma boa adaptação (Silent Hill, 2006) em uma fase amplamente desfavorável às adaptações de games…
