O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou a implementação do Cybercom 2.0, uma reformulação estratégica para organizar suas forças cibernéticas. Em audiência no Senado em 28 de janeiro de 2026, Katherine Sutton, Secretária Adjunta de Defesa para Política Cibernética, afirmou que a iniciativa busca assegurar a dominância americana em um domínio que evolui rapidamente. O plano foca em transformar o modelo de geração de forças para enfrentar adversários como os grupos Volt Typhoon e Salt Typhoon, além de integrar tecnologias de inteligência artificial.
A nova estrutura fundamenta-se nos pilares de maestria de domínio, especialização e agilidade operacional. Segundo o Tenente-General William J. Hartman, Comandante Interino do Comando Cibernético dos EUA, o objetivo é superar desafios históricos de recrutamento e retenção, eliminando treinamentos redundantes e burocracia administrativa. O modelo adota uma gestão de carreira baseada em portfólio, permitindo que operadores desenvolvam especialidade profunda em áreas críticas, como proteção de ativos espaciais e infraestruturas industriais.

Criação de centros de inovação e inteligência artificial
Para viabilizar a estratégia, o comando estabeleceu três organizações: a Organização de Gestão de Talentos Cibernéticos, o Centro de Treinamento e Educação Cibernética Avançada e o Centro de Guerra de Inovação Cibernética. Essas unidades foram projetadas para serem centradas em dados e otimizadas para o uso de inteligência artificial desde sua concepção. A integração de IA, segundo o general, visa acelerar a detecção de ameaças e automatizar ações defensivas em redes de grande escala, reduzindo a carga de trabalho dos analistas humanos.
O recrutamento, disse ele, será reformulado através de um projeto piloto de seleção interna e do uso de baterias de avaliação cibernética para identificar aptidões inerentes em novos soldados. O General Hartman destacou que o comando está adotando modelos de pagamento por proficiência e bônus de retenção padronizados entre os serviços militares para manter a competitividade com o setor privado. Essas medidas buscam garantir que o país possua combatentes capazes de executar operações ofensivas e defensivas com a letalidade exigida pelos comandos combatentes.
FONTE: CISO ADVISOR

