Duas empresas brasileiras estão na lista das 100 startups de IA mais promissoras do mundo, divulgada pelo CB Insights. Entre os critérios para a seleção estão, por exemplo, tração de mercado, qualidade dos investidores e talentos.
As representantes do Brasil são a Tako e a Enter. Fundada por Fernando Gadotti, ex-DogHero, a Tako atua na área de recursos humanos, com soluções baseadas em inteligência artificial para automação e melhoria de processos relacionados à gestão de pessoas.
Já a Enter opera no setor jurídico, desenvolvendo ferramentas de IA voltadas para automação de tarefas legais e análise de documentos, acompanhando uma tendência global de aplicação da tecnologia em áreas altamente reguladas. A startup acaba de levantar uma R$ 500 milhões em uma rodada série B e atingiu valuation de US$ 1,2 bilhão, atingindo o patamar de unicórnio.
No total, a lista foi construída a partir da análise de mais de 40 mil empresas, considerando fatores como atividade de investimento, parcerias estratégicas, crescimento de equipes e indicadores proprietários da CB Insights sobre maturidade comercial e potencial de sucesso.
As startups dos Estados Unidos lideram a lista, com a maior quantidade de empresas. Entre elas, estão nomes como Generalist AI, de robôs, e a Resolve AI, que desenvolve agentes de IA para encontrar e corrigir problemas em softwares em tempo real.

A lista também inclui startups da Europa, como Reino Unido, Alemanha, França, e Suíça, além de países asiáticos, como Coreia do Sul e Singapura, e Israel. O Brasil é o único representante da América Latina presente.
Nova fase da IA
Segundo o estudo, a inteligência artificial entrou em uma nova fase de maturidade. A principal questão deixou de ser se a tecnologia funciona, e passou a ser como ela pode ser implementada, governada e escalada em fluxos de trabalho complexos dentro das empresas.
Um dos principais destaques da edição de 2026 é o avanço do agentes de IA, sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma e em múltiplas etapas, sem necessidade de intervenção humana constante. Esses agentes já operam em escala dentro de empresas, lidando com dados reais e processos críticos. No entanto, o crescimento desse modelo também levanta desafios, como a necessidade de criar estruturas de governança, identidade e responsabilidade para esses sistemas.
Outro ponto relevante é a entrada da chamada “physical AI” como categoria própria no ranking. O conceito envolve aplicações de inteligência artificial em robôs, veículos e sistemas autônomos no mundo físico. Pela primeira vez, o estudo destaca que todo o ecossistema necessário para esse tipo de tecnologia — de software a hardware — está amadurecendo simultaneamente, o que pode acelerar sua adoção em larga escala.
fonte: startups.com.br

