O ecossistema de inovação Farol Digital ampliou sua participação na governança do setor de tecnologia de João Pessoa com a retomada do Polo Tecnológico Extremotec. As primeiras articulações para a reorganização da entidade ocorreram na terça-feira (1º), reunindo representantes do ecossistema, do poder público e de instituições ligadas à tecnologia e inovação.
A retomada do Extremotec representa uma nova etapa para o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) na capital paraibana, com a proposta de fortalecer a conexão entre empresas, universidades, governos e demais organizações do ecossistema de inovação.
O processo de reorganização foi desenvolvido ao longo de meses, envolvendo reuniões, levantamento de documentos e análise da estrutura institucional existente. Participaram das articulações representantes do Farol Digital, entre eles Jaildo Tavares, Cristina Heim e Silvio Rossi, além da Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia (Secitec), representada pelo secretário Guido Lemos, e outros integrantes do ecossistema.
Nova governança aproxima Farol Digital do Extremotec
A nova estrutura de governança marca uma das principais mudanças dessa retomada.
Guido Lemos de Souza foi eleito presidente do Conselho de Administração do Extremotec, enquanto Ana Cristina Heim assumiu a Diretoria-Presidência da entidade. Cristina Heim também integra o Núcleo de Captação de Recursos do Farol Digital.

Outro movimento considerado estratégico foi a entrada formal do Farol Digital no Conselho de Administração do Polo Tecnológico.
A presença no Conselho amplia a atuação institucional do Farol Digital e reforça sua participação na construção de uma agenda conjunta para o desenvolvimento tecnológico de João Pessoa e da Paraíba.
Extremotec busca fortalecer o setor de tecnologia
A nova fase do Polo Tecnológico pretende ir além da discussão sobre incentivos fiscais.
Entre os temas que passam a integrar a agenda estão:
- melhoria do ambiente de negócios;
- infraestrutura tecnológica;
- atração de empresas;
- captação de investimentos;
- captação de recursos;
- formação e qualificação profissional;
- retenção de talentos;
- criação de ambientes de inovação;
- desenvolvimento de projetos estratégicos.
A proposta é criar uma articulação capaz de conectar diferentes competências existentes na região e transformar o potencial tecnológico de João Pessoa em novos negócios, investimentos e oportunidades de desenvolvimento.
Tecnologia como estratégia de desenvolvimento econômico
Um dos pontos que ganham importância nessa nova etapa é a relação entre tecnologia e desenvolvimento econômico.
A transformação do ambiente empresarial, incluindo os impactos da reforma tributária, exige que os ecossistemas de inovação discutam não apenas tecnologia, mas também competitividade, infraestrutura, investimentos e formação de profissionais.
Nesse contexto, o Extremotec pode funcionar como um espaço de articulação entre diferentes atores do setor.
A ideia defendida na retomada é aproximar organizações que já desenvolvem iniciativas na região, evitando a sobreposição de esforços e buscando somar competências e recursos.
Farol Digital aposta na integração do ecossistema
A participação do Farol Digital na governança do Extremotec reforça uma estratégia de integração entre iniciativas.
Em vez de criar estruturas isoladas, a proposta é conectar pessoas, empresas, universidades, instituições públicas e organizações do ecossistema em torno de objetivos comuns.
Para o Farol Digital, a participação no Conselho representa a possibilidade de contribuir diretamente para discussões relacionadas ao futuro tecnológico da região e para a construção de projetos estratégicos.
Retomada pode gerar novos projetos e investimentos
A expectativa com a nova fase do Extremotec é ampliar a capacidade de articulação do setor e criar condições para o desenvolvimento de novos projetos.
Entre os resultados esperados estão o estímulo a:
investimentos, empregos qualificados, novos negócios, projetos tecnológicos e soluções inovadoras.
A retomada também pode fortalecer a posição de João Pessoa como ambiente de desenvolvimento de tecnologia e inovação, especialmente pela possibilidade de aproximar iniciativas públicas e privadas.
Um novo capítulo para o ecossistema de inovação da Paraíba
Mais do que uma reorganização institucional, a retomada do Extremotec representa uma tentativa de construir uma atuação mais integrada para o setor de tecnologia.
Com o Farol Digital participando diretamente da governança, a entidade passa a contar com um novo canal de articulação com diferentes atores do ecossistema de inovação.
O desafio agora será transformar essa nova estrutura em projetos concretos, investimentos, empresas, empregos e soluções capazes de gerar impacto econômico e social.
Para João Pessoa e para a Paraíba, a retomada coloca novamente em evidência uma questão estratégica:
como transformar o conhecimento e o talento tecnológico existente no estado em desenvolvimento econômico sustentável?
A resposta poderá depender justamente da capacidade de integração entre quem produz tecnologia, quem pesquisa, quem empreende e quem formula políticas públicas.
FAQ Santotech
O que é o Extremotec?
O Extremotec é um Polo Tecnológico voltado à articulação e ao fortalecimento do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação, conectando empresas, universidades, governo e outros atores do ecossistema de inovação de João Pessoa e região.
Qual foi a principal mudança na retomada do Extremotec?
Uma das principais mudanças foi a criação de uma nova estrutura de governança, com Guido Lemos de Souza na presidência do Conselho de Administração e Ana Cristina Heim na Diretoria-Presidência e a presença do Ecossistema Farol Digital como parceiro.
Qual será a participação do Farol Digital?
O Farol Digital passou a ocupar uma cadeira no Conselho de Administração do Extremotec, com seu líder executivo, professor Jaildo Tavares, eleito integrante do colegiado.
Quais áreas estão na agenda do novo Extremotec?
A agenda inclui ambiente de negócios, infraestrutura tecnológica, atração de empresas, investimentos, captação de recursos, qualificação profissional, retenção de talentos e ambientes de inovação.
Qual é o objetivo da retomada?
A proposta é fortalecer a articulação do setor de tecnologia, estimular projetos e contribuir para a geração de investimentos, empregos qualificados, novos negócios e soluções inovadoras.


