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    Finep abre chamada de R$ 300 milhões para empresas desenvolverem tecnologias para o agronegócio

    Programa Finep Mais Inovação Brasil financia projetos inovadores em cadeias agroindustriais sustentáveis; empresas de todo o país podem apresentar propostas até 30 de setembro
    Ecossistema & Oportunidades 31/08/2026Anthony BritoPor Anthony BritoAtualizado em: 31/08/20267 minutos de leitura
    Finep oferece R$ 300 milhões para inovação em cadeias agroindustriais sustentáveis
    Chamada da Finep apoia empresas brasileiras no desenvolvimento de produtos e processos inovadores para cadeias agroindustriais sustentáveis. créditos da imagem: OpenIA

    Empresas brasileiras que desenvolvem tecnologias para o agronegócio têm uma nova oportunidade de acesso a recursos públicos para inovação. A Finep mantém aberta a chamada Finep Mais Inovação Brasil – Rodada 2 – Cadeias Agroindustriais Sustentáveis, que disponibiliza R$ 300 milhões em recursos de subvenção econômica para projetos de desenvolvimento de produtos e processos inovadores.

    A iniciativa é voltada a empresas e busca estimular projetos capazes de aumentar a competitividade da agroindústria brasileira, contribuir para a segurança alimentar e nutricional e fortalecer a inovação tecnológica no setor. A chamada também prevê a participação conjunta entre empresas e Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs).

    As propostas podem ser apresentadas até 30 de setembro de 2026, às 17h, pela plataforma da Finep. A chamada tem abrangência nacional e, de acordo com a página oficial, permanece com inscrições abertas.

    R$ 300 milhões para inovação no agro

    O principal atrativo da chamada é o modelo de subvenção econômica, que permite apoiar projetos de inovação empresarial com recursos públicos.

    O orçamento total previsto é de R$ 300 milhões, direcionados ao desenvolvimento de produtos e processos inovadores relacionados às cadeias agroindustriais sustentáveis.

    A proposta está inserida no Finep Mais Inovação Brasil, programa associado à estratégia de reindustrialização e ao desenvolvimento tecnológico do país.

    Na prática, a iniciativa procura aproximar empresas, pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico para transformar conhecimento em soluções aplicáveis ao setor produtivo.

    Oportunidade para empresas de tecnologia e agronegócio

    Apesar de estar diretamente relacionada ao agronegócio, a chamada possui um escopo tecnológico que pode alcançar diferentes segmentos da cadeia produtiva.

    Projetos envolvendo agtechs, foodtechs, biotecnologia, máquinas e equipamentos, automação, inteligência aplicada ao campo, novos materiais e tecnologias para produção de alimentos, por exemplo, podem encontrar espaço dentro das linhas temáticas previstas no edital, desde que atendam aos critérios estabelecidos.

    Entre os temas previstos estão iniciativas voltadas ao aumento da produtividade agrícola e à segurança alimentar, além do desenvolvimento e nacionalização de máquinas e equipamentos utilizados no agronegócio. Também estão contemplados projetos relacionados à inovação em alimentos e ao desenvolvimento de têxteis técnicos.

    Quatro frentes concentram os projetos

    A chamada está estruturada em quatro grandes linhas temáticas.

    1. Produtividade agrícola e segurança alimentar

    A primeira frente busca apoiar pesquisa, desenvolvimento e inovação destinados ao aumento da produtividade agrícola e à segurança alimentar.

    Entre os temas contemplados aparecem tecnologias relacionadas a bioinsumos, fixação biológica de nutrientes, microrganismos, melhoramento genético e soluções tecnológicas para o monitoramento e manejo da produção agrícola.

    O objetivo é estimular tecnologias que possam aumentar a eficiência da produção e reduzir gargalos tecnológicos do agronegócio brasileiro.

    2. Máquinas e equipamentos para o agronegócio

    Outra frente está relacionada à nacionalização de máquinas e equipamentos utilizados no setor agroindustrial.

    A estratégia pode beneficiar empresas que desenvolvem equipamentos, automação e tecnologias capazes de reduzir a dependência de soluções importadas e aumentar a capacidade tecnológica da indústria brasileira.

    Essa dimensão é particularmente importante em um cenário no qual produtividade e soberania tecnológica passaram a ocupar espaço crescente na agenda industrial.

    3. Inovação em alimentos

    A chamada também contempla Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Alimentos.

    A área abre espaço para empresas que trabalham no desenvolvimento de novos produtos, processos e tecnologias capazes de agregar valor à cadeia de alimentos.

    O foco em inovação pode envolver desde processos produtivos até soluções voltadas à qualidade, segurança e eficiência da produção.

    4. Têxteis técnicos

    A quarta frente envolve pesquisa e desenvolvimento de têxteis técnicos, ampliando o alcance da chamada para além da produção agrícola tradicional.

    O segmento pode envolver materiais e soluções tecnológicas aplicáveis a diferentes etapas das cadeias produtivas.

    Empresas precisam se aproximar das ICTs

    Um dos pontos estratégicos da chamada é a integração entre empresas e instituições de pesquisa.

    A seleção prevê parcerias para o desenvolvimento dos projetos, com participação de ICTs como parceiras técnico-científicas.

    Esse modelo busca aproximar a capacidade de pesquisa das universidades e centros tecnológicos das necessidades concretas das empresas.

    Para startups e empresas de tecnologia, isso pode representar uma oportunidade de estruturar projetos mais robustos, combinando conhecimento científico, desenvolvimento tecnológico e aplicação comercial.

    Recursos podem chegar a dezenas de milhões por projeto

    De acordo com informações consolidadas a partir do regulamento da chamada, os projetos podem alcançar valores significativos de apoio.

    No Arranjo Simples, os projetos podem receber entre R$ 5 milhões e R$ 25 milhões.

    No Arranjo em Rede, o valor pode variar entre R$ 5 milhões e R$ 40 milhões, conforme as regras do edital.

    A diferença está relacionada à estrutura de participação das empresas e instituições envolvidas no projeto.

    Para empresas de tecnologia que possuem soluções em estágio de desenvolvimento tecnológico, isso transforma a chamada em uma oportunidade relevante para financiar etapas que normalmente exigiriam elevado investimento privado.

    Projetos precisam enfrentar desafios tecnológicos

    A chamada não foi desenhada simplesmente para financiar a compra de equipamentos ou a expansão convencional de empresas.

    O foco está em inovação e risco tecnológico.

    Isso significa que a proposta precisa apresentar um desafio de desenvolvimento no qual exista incerteza tecnológica e necessidade de pesquisa e desenvolvimento.

    Esse aspecto é importante para empresas que pretendem utilizar a oportunidade como fonte de capital para desenvolver uma nova tecnologia, produto ou processo.

    Norte, Nordeste e Centro-Oeste também ganham atenção

    A chamada possui abrangência nacional, mas existe uma reserva de recursos destinada prioritariamente a projetos executados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

    Segundo informações consolidadas sobre o edital, a reserva é de pelo menos R$ 90 milhões.

    A estratégia amplia a possibilidade de descentralização dos investimentos em inovação e pode representar uma oportunidade especialmente relevante para empresas e ecossistemas tecnológicos fora do eixo Sul-Sudeste.

    Para estados com forte atividade agroindustrial, o edital pode funcionar como mecanismo de aproximação entre universidades, startups, empresas tradicionais e cadeias produtivas regionais.

    Prazo termina em setembro

    As empresas interessadas precisam ficar atentas ao calendário.

    A página oficial da Finep informa que o prazo para envio das propostas termina em:

    30 de setembro de 2026, às 17h.

    Como a chamada opera em fluxo contínuo, a recomendação para empresas interessadas é não deixar a preparação do projeto para os últimos dias.

    O processo exige cadastro, estruturação da proposta e apresentação das informações necessárias na plataforma da Finep.

    A própria Finep disponibiliza manuais para cadastro, preenchimento do Formulário de Apresentação de Proposta (FAP) e apresentação de recursos.

    Uma oportunidade que vai além do agronegócio

    O impacto potencial da chamada ultrapassa o campo.

    Ao financiar novas tecnologias para máquinas, alimentos, biotecnologia, automação e processos produtivos, o programa pode estimular uma cadeia mais ampla de inovação envolvendo indústria, tecnologia, ciência e agronegócio.

    É justamente nessa interseção que surge uma das maiores oportunidades para empresas brasileiras.

    O país possui uma das maiores cadeias agroindustriais do mundo, mas ainda enfrenta desafios relacionados à produtividade, dependência tecnológica, sustentabilidade e agregação de valor.

    O desafio agora é transformar tecnologia em negócio

    Os R$ 300 milhões disponibilizados pela Finep representam uma oportunidade relevante, mas o acesso aos recursos dependerá da capacidade das empresas de apresentar projetos consistentes e alinhados aos critérios da chamada.

    Para startups, empresas de tecnologia, indústrias e negócios ligados ao agronegócio, a questão central passa a ser:

    qual tecnologia pode resolver um problema estratégico da cadeia agroindustrial brasileira e, ao mesmo tempo, gerar um novo produto, processo ou mercado?

    Empresas que conseguirem responder a essa pergunta terão até 30 de setembro para apresentar suas propostas.

    A chamada oficial e os materiais para inscrição estão disponíveis na Finep.


    FAQ Santotech

    Quanto a Finep disponibiliza nesta chamada?

    O orçamento total da chamada Finep Mais Inovação Brasil – Rodada 2 – Cadeias Agroindustriais Sustentáveis é de R$ 300 milhões.

    Quem pode participar?

    O público-alvo informado pela Finep é formado por empresas. Os projetos também devem envolver parcerias técnico-científicas com ICTs, conforme as regras da chamada.

    O dinheiro precisa ser devolvido?

    A chamada utiliza o mecanismo de subvenção econômica, destinado ao apoio à inovação empresarial, diferentemente de uma linha convencional de financiamento reembolsável.

    Quais áreas podem receber projetos?

    A chamada contempla quatro grandes frentes: produtividade agrícola e segurança alimentar, máquinas e equipamentos para o agronegócio, inovação em alimentos e têxteis técnicos.

    Até quando as empresas podem apresentar propostas?

    O prazo informado pela Finep é 30 de setembro de 2026, às 17h.

    Empresas do Nordeste podem participar?

    Sim. A chamada tem abrangência nacional e prevê reserva de recursos para projetos executados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

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    Agronegócio agtechs finep inovação tecnologia
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    Anthony Brito
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    CEO do Santotech Media, Analista de sistemas pela UNINASSAU, Desenvolvedor WEB especialista em SEO/GEO, Colider de Comunicação do Farol Digital, Mentor do programa Impulse Campina, Embaixador estadual PUBLYKA. Pai por amor, Músico por hobby e Cristão de todo o coração.

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