Autor: Rodrigo Brandão

Doutor e mestre em Design pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Especialista em Criação Multimídia pela Estácio e em Escrita Criativa pelo UNIESP. Graduado em Design Gráfico pela UNIASSELVI e em Comunicação Social: Rádio e TV pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Atua há mais de 20 anos nas áreas de audiovisual e jogos digitais. Foi finalista das edições 2004/2005 (Anjos Demônios) e 2005/2006 (Cangaço) do concurso Jogos BR, promovido pelo Ministério da Cultura. Possui mais de uma década de atuação no desenvolvimento de jogos educativos. Atualmente é professor universitário, escritor e desenvolvedor independente de jogos digitais.

Motivei-me a abordar esse tema espinhoso nessa coluna após uma peculiar situação pessoal. Recentemente o jogo Spiderman 2, do PlayStation 5, ficou disponível para os assinantes da PSN Plus, e assim eu aproveitei para finalmente jogá-lo. Como de costume, gosto de comentar com amigos, conhecidos e alunos sobre games — até ser surpreendido com a insatisfação de um amigo sobre o referido título. Ele é um homem cis, fã do Miranha e gamer desde criança. A crítica dele não foi sobre as mecânicas, jogabilidade, ou os gráficos do jogo: foram sobre algumas decisões narrativas da Insomniac Games.Na verdade, ele se…

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Muitos afirmam que estamos vivendo uma era de ouro das adaptações de games para o cinema e a TV — e há, de fato, alguma verdade nisso. O sucesso dos filmes do Sonic, a bilheteria estrondosa de Super Mario Bros. e a recepção positiva das séries televisivas The Last of Us e Fallout certamente ajudam a dissipar dúvidas após décadas de tentativas fracassadas de adaptação. Entretanto, um curioso movimento recente do diretor francês Christophe Gans motivou-me a inaugurar esta coluna com o tema: ele realizou uma boa adaptação (Silent Hill, 2006) em uma fase amplamente desfavorável às adaptações de games…

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