O produtor cultural e empreendedor Sérgio Brandão revelou em entrevista ao Santo Tech Podcast os bastidores da criação de uma startup voltada para resolver um problema antigo do mercado musical: a falta de organização e segurança nas relações entre artistas, produtores e fornecedores.
A iniciativa nasceu a partir de uma realidade comum na indústria da música: músicos que enfrentam dificuldades para garantir pagamento por apresentações, organizar eventos e estruturar suas carreiras de forma profissional.

Segundo Brandão, muitos artistas ainda enxergam a música apenas como expressão artística, mas não como um negócio.
“O artista precisa entender que sua carreira também é uma empresa”, destacou durante a conversa.
Startup surgiu para resolver problemas do mercado musical
A plataforma criada pelo empreendedor busca conectar artistas, produtores e fornecedores, facilitando a organização de shows e eventos culturais.
A ideia começou a ganhar forma em 2019, após pesquisas de mercado apontarem que o calote em apresentações era uma das principais dores enfrentadas por músicos.
Com a ferramenta, a proposta é formalizar contratos, melhorar a gestão de eventos e criar mais segurança nas transações financeiras dentro da cadeia produtiva da música.
Pandemia virou desafio e oportunidade
O projeto enfrentou um dos momentos mais difíceis da indústria cultural logo no início de sua trajetória: a pandemia de Covid-19.
Com eventos presenciais suspensos em todo o país, a equipe precisou adaptar o modelo de atuação.
Uma das soluções encontradas foi apostar em transmissões online. Durante esse período, foram realizadas 176 lives, mantendo artistas ativos e conectados com o público.
Para Brandão, a experiência mostrou como a tecnologia pode ajudar a reinventar a produção cultural em momentos de crise.
Cultura precisa ser sustentável
Outro ponto destacado pelo empreendedor foi a necessidade de criar condições financeiras mais estáveis para artistas e trabalhadores da cultura.
Segundo ele, viver de arte ainda é um grande desafio no Brasil, especialmente para músicos independentes.
Programas públicos de incentivo, como a Lei Aldir Blanc, tiveram papel importante ao oferecer apoio financeiro e estimular a circulação de artistas em espaços culturais.
Ainda assim, Brandão defende que a profissionalização da gestão cultural é fundamental para garantir carreiras sustentáveis no setor.
Tecnologia e criatividade como caminho
Durante a entrevista, o produtor também destacou que a criatividade e a capacidade de adaptação são características marcantes dos profissionais do Nordeste.
Para ele, iniciativas que unem arte, tecnologia e empreendedorismo podem ajudar a fortalecer a economia criativa e abrir novas oportunidades para artistas.
“Cultura é essencial para a sociedade. Ela gera identidade, memória e também pode gerar negócios”, afirmou.
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