
A Paraíba confirmou seu protagonismo no cenário nacional ao garantir, pelo segundo ano consecutivo, o título de estado mais competitivo do Nordeste, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O levantamento coloca o estado em 1º lugar em inovação no Nordeste, 5º lugar no Brasil e 11ª posição no ranking geral.
Investimentos estratégicos impulsionam resultados
De 2019 até agora, a Paraíba destinou mais de R$ 700 milhões em ciência, tecnologia e inovação (CT&I), por meio da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties).
Entre os projetos de maior destaque estão a construção do Radiotelescópio BINGO, de alcance internacional, e programas de qualificação tecnológica, que ampliam oportunidades acadêmicas e fortalecem a base científica e empreendedora do estado.
Inovação é o motor da competitividade
De acordo com o secretário da Secties, Claudio Furtado, o avanço é resultado do compromisso do governo em priorizar investimentos em ciência e inovação, mesmo em um período em que a pauta não era prioridade nacional.
“Saímos de um período difícil em que a ciência não era prioridade em nível federal, mas, por outro lado, a Paraíba seguiu investindo de forma consistente em pesquisa, tecnologia e inovação. Com o passar dos anos, esse compromisso agora está trazendo resultados concretos”, destacou.
Nos indicadores de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), a Paraíba atingiu o 1º lugar no Nordeste e o 2º lugar no Brasil, consolidando sua posição como referência nacional.
O resultado paraibano foi repercutido pela imprensa nacional. O jornal Estadão destacou que a Paraíba obteve a melhor colocação do Nordeste no ranking geral, reforçando a importância dos investimentos públicos em inovação e ciência.
Além disso, o estado ampliou sua presença internacional com programas como o Paraíba Sem Fronteiras, que estabelece parcerias acadêmicas e científicas com países como China, Alemanha, Itália, França e Reino Unido.
Apoio ao empreendedorismo e às startups
A Paraíba também se destaca no apoio ao empreendedorismo tecnológico. Em João Pessoa, o Parque Tecnológico Horizontes de Inovação está em fase final de construção.
Atualmente, 36 startups participam de programas de incubação presenciais e virtuais, enquanto 50 projetos de empreendedorismo oriundos de favelas receberam apoio financeiro e mentorias através do programa Empreendedorismo e Inovação nas Favelas.
Ciência e pesquisa de ponta
O estado também investe em pesquisa científica avançada. O Complexo Científico do Sertão, na chamada Cidade da Astronomia, em Carrapateira, abrigará o museu, observatório e planetário associados ao Radiotelescópio BINGO. O espaço será um polo de descobertas sobre a origem do universo, além de se integrar a iniciativas como o Vale dos Dinossauros, em Sousa, e centros de pesquisa em Cajazeiras e Aguiar.
Para monitorar a aplicação dos recursos, foi criado o Sistema de Indicadores de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (SIDTec), desenvolvido em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Recentemente, o sistema divulgou que a Paraíba registrou, entre os anos de 2019 e 2022, uma média de 44,34 titulações em programas de mestrado e doutorado, número superior às médias do Brasil (33,42) e do Nordeste (22,98). Além disso, o Estado também apresentou uma densidade superior de mestres e doutores, 2,48 titulados por 100 mil habitantes, frente à média nacional de 1,77 e à regional de 1,36.
O Ranking de Competitividade dos Estados
O Ranking de Competitividade dos Estados avalia as 27 unidades da federação a partir de 100 indicadores, reunidos em dez pilares temáticos: infraestrutura, sustentabilidade social e ambiental, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, potencial de mercado e inovação. A iniciativa busca orientar gestores públicos na melhoria da competitividade e da gestão estadual, além de servir como referência para o setor privado em decisões de investimento.
Elaborado a partir de estudos acadêmicos e de experiências nacionais e internacionais, o ranking oferece uma visão comparativa entre os Estados, permitindo identificar pontos fortes e fragilidades em diferentes áreas estratégicas. Dessa forma, torna-se uma ferramenta prática tanto para o monitoramento de políticas públicas quanto para a atração de novos negócios.
FONTE: SECTIES
