Primeiramente, Feliz 2026.
Vamos refletir um pouco para iniciarmos um ano em alta performance.
Porque os que fazem a diferença são aqueles que se planejam agora, amanhã e sempre.
Durante muito tempo, eu achei que “fazer a diferença” era sinônimo de fazer mais: mais horas, mais entregas, mais esforço, mais presença. Até perceber uma coisa desconfortável (e libertadora): quem faz a diferença não corre o tempo todo — constrói caminho. E caminho exige direção, escolhas e consistência.
Hoje, quando olho para trás, vejo uma trajetória feita de prêmios, viagens, apresentações, bastidores difíceis e vitórias silenciosas. Não foi uma linha reta. Foi um percurso com curvas, pausas, recomeços e, principalmente, decisões.
Prémios, palcos e a parte que ninguém vê
Existem momentos que parecem “glamourosos” por fora: ser chamada para apresentar um projeto, viajar para um evento importante, defender uma ideia num palco, receber um reconhecimento, fechar uma parceria.
Mas a parte que quase ninguém vê é o que sustenta esses momentos:
- Noites a rever pitch até ficar simples (e verdadeiro);
- Dias a responder “não” e continuar;
- Reuniões em que a tua visão é questionada;
- Ansiedade antes de uma apresentação;
- e aquela sensação de “eu não posso falhar”, que a gente carrega sozinha.
A diferença não está em ter oportunidades. Está em estar pronta quando elas chegam.
As vitórias que realmente contam
A vitória não é só “ganhar um prémio” ou “fazer uma viagem”. A vitória é quando tu:
- Recuperas a tua confiança;
- Voltas a falar da tua ideia com brilho no olho;
- Escolhes parceiros certos;
- Constróis uma equipa que soma;
- e aprendes a dizer “não” sem culpa.
Porque, na prática, quem faz a diferença não é quem nunca cai.
É quem não se abandona.
A habilidade que separa sonho de negócio
Vou dizer de forma direta: saber fazer contas muda tudo.
Tu podes ter carisma, visão e propósito — mas se não entendes números, tu ficas vulnerável. Vulnerável a:
- Aceitar propostas ruins;
- Não perceber prejuízo disfarçado de crescimento;
- Confundir faturamento com lucro;
- e trabalhar muito… para ganhar pouco.
Saber fazer contas é liberdade.
Aqui vai o básico que todo empreendedor precisa dominar (sem complicar):
- Quanto entra e quanto sai (mensal e semanal);
- Margem (quanto sobra de verdade);
- Custo por entrega (tempo + equipe + materiais + impostos);
- Preço mínimo sustentável (o teu “não abaixo disso”);
- e caixa (o que te mantém viva enquanto o crescimento acontece).
Quem faz a diferença não é quem “tem fé”.
É quem tem fé e planilha.
É exatamente aqui que entra a PRIMORA. A PRIMORA entra como parceira para dar estrutura ao que muita gente deixa no improviso: planeamento, prioridades e rotina de execução. Porque ideia boa sem sistema vira só intenção. Quando tu transformas estratégia em sistema, tu não dependes de sorte — tu crias previsibilidade. Tu aprendes a dizer “sim” com consciência e “não” sem culpa. Tu constróis um caminho que aguenta os dias bons e, principalmente, os dias difíceis.
Se tu estás numa fase de construção — cansada, cheia de ideias, com medo de não dar certo — guarda isto:
tu não precisas de fazer mais. tu precisas de fazer melhor, com clareza.
Planeia agora. Ajusta amanhã. Sustenta sempre.
Porque os que fazem a diferença… não esperam o “momento ideal”.
Eles constroem.

