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    Brasil registra 99 ataques de ransomware em 2026 e já alcança 67% do total de casos de todo o ano passado

    Levantamento da Vision Cybersecurity mostra que o Brasil segue como o principal alvo de ransomware na América Latina, concentrando 36,3% dos ataques registrados na região. Especialistas alertam para o avanço de novos grupos criminosos e reforçam a necessidade de ampliar os investimentos em cibersegurança.
    Cibersegurança 25/07/2026Anthony BritoPor Anthony BritoAtualizado em: 18/08/20263 minutos de leitura

    O Brasil continua sendo o principal alvo de ataques de ransomware na América Latina. Entre janeiro e o início de julho de 2026, o país registrou 99 ataques, número que já representa 67% de todas as ocorrências contabilizadas ao longo de 2025, quando foram registrados 147 casos. Mantido o ritmo atual, a expectativa é que 2026 encerre o ano com um volume significativamente superior ao do período anterior.

    Os dados fazem parte de um levantamento da Vision Cybersecurity, spin-off da ISH Tecnologia, que monitora a atuação de grupos especializados em extorsão digital em diversos países.

    Brasil concentra mais de um terço dos ataques da América Latina

    O estudo aponta que o Brasil respondeu por 36,3% dos 273 ataques de ransomware identificados na América Latina durante o período analisado, mantendo uma liderança isolada na região.

    Na sequência aparecem:

    • México (67 ataques);
    • Argentina (31);
    • Colômbia (29);
    • Chile (20);
    • Peru (18);
    • Paraguai (9).

    Além da liderança regional, o Brasil permanece entre os 10 países mais atacados do mundo, reforçando o cenário de alta exposição das organizações nacionais às ameaças cibernéticas.

    Digitalização amplia superfície de ataque

    Segundo a análise da Vision Cybersecurity, a preferência dos criminosos pelo mercado brasileiro está relacionada ao alto nível de digitalização das empresas e serviços essenciais, aliado a investimentos que nem sempre acompanham a evolução das ameaças.

    Os ataques são direcionados principalmente para organizações cuja interrupção das operações pode provocar prejuízos financeiros elevados, aumentando a pressão para o pagamento de resgates.

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    Empresas de serviços lideram entre os alvos

    O levantamento mostra que o setor de serviços corporativos foi o mais atingido em 2026, concentrando 27 vítimas, o equivalente a 27,3% dos ataques registrados.

    Na sequência aparecem:

    • Manufatura: 14 vítimas (14,1%);
    • Educação: 11 vítimas (11,1%);
    • Agronegócio: 9 vítimas (9,1%);
    • Saúde: 7 vítimas (7,1%).

    Segundo os especialistas, empresas de consultoria e prestação de serviços são especialmente atrativas porque armazenam informações estratégicas e frequentemente possuem acesso aos ambientes tecnológicos de diversos clientes.

    Mercado criminoso passa por transformação

    O estudo também revela mudanças no cenário do cibercrime.

    Embora o grupo LockBit 5 continue liderando as ocorrências no Brasil, novos grupos vêm ampliando sua atuação, entre eles TheGentlemen, Incransom e CoinbaseCartel.

    A expansão do modelo Ransomware-as-a-Service (RaaS) também contribui para a fragmentação do mercado criminoso, permitindo que diferentes organizações utilizem plataformas prontas para realizar ataques de extorsão digital.

    Entre as técnicas mais utilizadas pelos criminosos estão:

    • dupla extorsão;
    • exploração de credenciais corporativas vazadas;
    • invasão de VPNs sem autenticação multifator (MFA).

    Segundo semestre exige atenção redobrada

    A Vision Cybersecurity projeta um aumento das tentativas de exploração de vulnerabilidades em sistemas expostos à internet durante o segundo semestre de 2026, especialmente em organizações que atrasam a aplicação de atualizações de segurança.

    Para reduzir os riscos, os especialistas recomendam que empresas adotem medidas como:

    • autenticação multifator (MFA) em todos os acessos remotos;
    • segmentação das redes internas;
    • backups offline com testes periódicos de restauração;
    • monitoramento contínuo por soluções de detecção e resposta (EDR/XDR);
    • atualização constante de sistemas e aplicações.

    A avaliação é que o ransomware deixou de ser apenas uma ameaça tecnológica para se tornar um risco estratégico à continuidade dos negócios, exigindo que a cibersegurança seja tratada como prioridade pelas organizações.

    FONTE: CISO ADVISOR

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    ataques cibernéticos cibersegurança cyber ransomware SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO Vision Cybersecurity
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    Anthony Brito
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    CEO do Santotech Media, Analista de sistemas pela UNINASSAU, Desenvolvedor WEB especialista em SEO/GEO, Colider de Comunicação do Farol Digital, Mentor do programa Impulse Campina, Embaixador estadual PUBLYKA. Pai por amor, Músico por hobby e Cristão de todo o coração.

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