Junho chegou e, com ele, um alerta vermelho para os departamentos contábil, fiscal e financeiro de empresas em todo o Brasil: faltam semanas para o prazo final de entrega da Escrituração Contábil Digital (ECD), e quem ainda não começou a se preparar está correndo um risco real.
A obrigação, que integra o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e substitui os tradicionais livros contábeis em papel, precisa ser transmitida à Receita Federal até 30 de junho de 2026. O problema é que, na prática, a entrega é o ponto final de um processo que deveria ter começado meses antes.

Fiscalização digital não perdoa desatenção
Se antes havia margem para ajustes, o ambiente fiscal atual deixa pouco espaço para improviso. Os sistemas da Receita Federal cruzam informações com uma precisão que há poucos anos seria impossível, e qualquer divergência entre o que foi declarado e o que os dados mostram pode acionar alertas automáticos.
“Os órgãos fiscais estão cada vez mais digitais e automatizados. Qualquer divergência pode ser identificada com facilidade. Por isso, investir em processos integrados e tecnologia deixou de ser diferencial e passou a ser necessidade operacional”, afirma Suzanne Fernandes, Coordenadora de Serviços da Invent Software.
Para Suzanne, um dos erros mais comuns ainda é tratar a ECD como uma entrega puramente técnica. “Ela exige um trabalho prévio importante de revisão, conferência e alinhamento de dados. Quando isso fica para a última hora, aumentam os riscos de inconsistências e retrabalho”, explica.
Quem precisa entregar?
A ECD é obrigatória principalmente para empresas tributadas pelo Lucro Real. Também estão sujeitas à obrigação organizações enquadradas em critérios específicos definidos pela Receita Federal, entre elas algumas empresas do Lucro Presumido e entidades imunes ou isentas que mantêm escrituração contábil.
Atenção redobrada para quem passou por mudanças em 2025
Empresas que viveram um ano de transformações como expansão de operações, reorganizações societárias, troca de sistemas ou alterações nos fluxos financeiros, precisam de cuidado extra na validação das informações. Nesses cenários, inconsistências são mais prováveis e mais difíceis de rastrear sob pressão.
A recomendação dos especialistas é revisar cadastros, atualizar sistemas e realizar testes prévios no Programa Validador e Assinador (PVA), ferramenta oficial usada para a transmissão da obrigação.
O que fazer agora
Embora a ECD faça parte da rotina fiscal de muitas empresas há anos, o contexto atual exige uma postura mais estratégica, não apenas cumprir o prazo, mas chegar a ele com dados consistentes, processos validados e sem surpresas. Antecipar etapas hoje pode evitar noites mal dormidas em junho.
Sobre a Invent Software
A Invent Software é líder no desenvolvimento de softwares complementares aos ERPs para gestão fiscal, financeira, contratos, RH, inteligência de dados e comércio exterior. Mais de 3 mil clientes movimentam R$ 350 bilhões por ano, o equivalente a quase 3% do PIB. Sua missão é transformar complexidade em eficiência, integrando processos, reduzindo custos operacionais e impulsionando resultados sustentáveis para os negócios. Saiba mais em: inventsoftware.com.br

