A segunda edição do Circuito Game Dev Quest, programa do Governo da Paraíba voltado ao fortalecimento da indústria de jogos digitais independentes, teve início oficialmente na manhã desta quinta-feira (15) com a realização do Kick Off, evento de abertura que reuniu, de forma virtual, as 40 equipes selecionadas para a Fase I – Círculo dos Visionários.
Realizado pelo Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties), em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), o circuito conecta criadores, mercado e poder público em uma jornada de capacitação, fomento e empreendedorismo voltada ao desenvolvimento de jogos autorais e à consolidação de novos estúdios.
A abertura oficial contou com a participação do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba, Cláudio Furtado, que destacou o papel estratégico do Circuito como política pública de fomento à economia criativa e tecnológica. “Esperamos que esse circuito possa cada vez mais atrair jovens que queiram montar seu jogo, que tenham a ideia de criar seus próprios produtos, entrar no mercado e, a partir dessa jornada, empreender e transformar isso numa empresa rentável. A ideia é consolidar, na Paraíba, um polo de jogos digitais que já está em pleno processo de concretização”, afirmou.
Um dos painéis realizados durante o evento foi o “Nós Somos a Indústria: Quando o Estado, o Mercado e o Criador Jogam no Mesmo Time”, que trouxe reflexões sobre o ecossistema de games no Brasil a partir de diferentes perspectivas. Mediado por Mariana Amaro, Head of Publishing da Nuuvem, o momento contou com a participação de Cláudio Gusmão, coordenador de Projetos Criativos da Spcine e fundador da UX4INDIE e Matheus Mazuquelli, fundador da Ignite Game Studio.
Durante o momento, Matheus comentou sobre a importância de os participantes aproveitarem todas as ferramentas ofertadas pelo circuito para crescer com os seus projetos. “O Game Dev Quest cuida do processo do início até o fim. Esse acompanhamento é fundamental para entender que projetos bem escritos são diferentes de jogos bem feitos. Aqui, os participantes aprendem o que precisa ser conectado além da ideia, se preparando de verdade para o mercado”, ressaltou.
Em seguida, aconteceu o painel “O Efeito Game Dev Quest: Trajetórias que Inspiram a Nova Geração”, que reuniu estúdios participantes da primeira edição do Circuito. Representantes da O6 Games, Arca Game Studio, Akai Studio e Crispy Chicken Studios compartilharam suas experiências, desafios e conquistas após a participação no programa.
“Quando a gente olha para o Circuito, mais importante do que a colocação final foi o crescimento ao longo do processo. Nós não éramos um estúdio quando entramos. Passamos em 38º lugar, mas o amadurecimento do projeto e o acesso ao fomento foram a virada de chave para estruturar a empresa e melhorar o valor do nosso produto”, relatou Gabriel R. Mialchi, CEO da O6 Games, estúdio vencedor da primeira edição com o jogo O Último Refúgio.
Para os novos participantes, o evento também funcionou como espaço de acolhimento e conexão. Integrantes das 40 equipes selecionadas relataram entusiasmo e expectativa para o início da jornada. “A gente sabe da importância que esse projeto tem para fortalecer o desenvolvimento de jogos aqui no nosso estado, para conectar pessoas, projetos incríveis. E as nossas expectativas são as melhores possíveis para a gente, enquanto time, é uma oportunidade de evoluir, da gente testar ideias, de receber feedbacks, de amadurecer enquanto equipe”, comentou Maria Aparecida Alexandre de Sousa, CEO do jogo Corrida Jurássica.
Ao longo dos próximos meses, as equipes participarão de atividades formativas, mentorias e desafios que visam impulsionar o desenvolvimento de jogos autorais e fortalecer o ecossistema de games no Brasil.
Entenda o Circuito Game Dev Quest
O Game Dev Quest tem como principal objetivo fomentar o polo de jogos independentes no estado, incentivando a criação de estúdios, a profissionalização de equipes e o desenvolvimento de jogos autorais com potencial comercial.
O circuito é estruturado em três fases eliminatórias e classificatórias, ao longo de quase um ano. Na primeira etapa, o Círculo dos Visionários, 40 equipes recebem capacitação inicial, conteúdos exclusivos e mentorias. Na fase seguinte, Fábrica de Lendas, avançam 20 equipes, que recebem um aporte financeiro de R$ 20 mil para consolidar seus projetos e estruturar seus estúdios. Já na etapa final, o Coliseu dos Campeões, os 10 melhores estúdios recebem um segundo aporte de R$ 40 mil para incubação e lançamento comercial dos jogos.
Ao final do processo, os cinco estúdios de maior destaque participam do Covil dos Dragões, momento em que apresentam seus projetos a investidores e parceiros estratégicos em um evento público, marcando a consolidação dos estúdios criados ao longo do Circuito.

