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    Mentoria também exige preparo: por que certificar quem orienta startups é tão importante?

    Uma trajetória iniciada em 2024 que deu origem ao NextGen Mentor — Capacitação e Certificação de Pessoas Mentoras
    Ciência & Educação 12/09/2026Karolina CeliPor Karolina CeliAtualizado em: 12/09/20268 minutos de leitura
    Karolina Celi - Dra Especialista em Design e Colunista Santotech
    Karolina Celi - Dra Especialista em Design e Colunista Santotech
    nextgen mentors 2026
    Créditos da imagem: Sede de Design

    Durante muito tempo, a mentoria no ecoria no ecossrio de inovaçãoria no ecossoria no ecossistemario de inovação foi compreendida quase exclusivamente como o compartilhamento de experiênciasiências. Uma pessoa com trajetória profissional relevante era convidada a conversar com uma startup, contar seus aprendizados e oferecer conselhos.

    A experiência continua sendo extremamente valiosa. Mas, sozinha, ela não é suficiente para garantir uma boa mentoria.

    Orientar uma startup exigeria exige escuta, método, capacidade de diagnóstico, compreensão dos diferentes estágios de desenvolvimento de um negócio e responsabilidade sobre a forma como cada orientação é conduzida.

    É preciso saber fazer perguntas antes de apresentar respostas, compreender o contexto antes de recomendar caminhos e respeitar a autonomia de quem empreende. Foi a partir dessa percepção que começamos, em 2024, uma trajetória dedicada à formação e à qualificação de pessoas mentoras.

    O início da jornada: a primeira formação em 2024

    A primeira experiência aconteceu em 2024, dentro de um programa de aceleração, com o objetivo de preparar as pessoas mentoras para atuarem de maneira mais alinhada aos desafios das startups participantes.

    Na prática, percebemos que profissionais altamente experientes podiam apresentar formas muito diferentes de conduzir uma mentoria. Algumas pessoas possuíam grande conhecimento técnico ou ampla experiência profissional, mas ainda precisavam desenvolver ferramentas para transformar esse repertório em perguntas, diagnósticos e direcionamentos adequados à realidade de cada negócio.

    A formação ajudou a estabelecer uma linguagem comum, esclarecer o papel de quem mentora e orientar a atuação da rede durante o programa de aceleração.

    Mais do que transmitir conteúdos, aquele primeiro movimento mostrou que preparar as pessoas mentoras também melhora a experiência das pessoas empreendedoras. Quando existe alinhamento sobre objetivos, postura, limites e métodos, a mentoria deixa de ser uma conversa isolada e passa a integrar uma jornada estruturada de desenvolvimento.

    Em 2025, a formação ganhou maturidade

    Em 2025, a experiência foi ampliada e aperfeiçoada em um novo ciclo de aceleração. A formação passou a apoiar, de maneira ainda mais estruturada, a atuação das pessoas mentoras. O trabalho permitiu organizar melhor os processos de diagnóstico, orientar a priorização dos desafios apresentados pelas startups e fortalecer a compreensão de que negócios em estágios diferentes precisam de abordagens diferentes.

    Uma startup em fase de ideação não deve receber as mesmas orientações de um negócio que já possui clientes, receita e pretende escalar. Da mesma forma, nem toda pessoa empreendedora precisa captar investimentos, contratar uma grande equipe ou expandir sua operação imediatamente.

    A boa mentoria começa pela capacidade de compreender o momento do negócio e identificar o que realmente precisa ser priorizado.

    A experiência de 2025 confirmou algo essencial: não basta reunir profissionais experientes em uma rede. Para construir uma jornada de qualidade, também é necessário preparar essas pessoas para atuarem como mentoras.

    Excelência acadêmica não significa, automaticamente, preparo para a mentoria

    Outro desafio identificado ao longo dessa trajetória foi a participação de profissionais com sólida formação acadêmica e profundo domínio técnico, mas com pouca experiência relacionada à realidade dos negócios e do mercado.

    Um excelente pesquisador, professor ou especialista não se torna, automaticamente, uma boa pessoa mentora de startups.

    Quando não há compreensão sobre clientes, concorrência, proposta de valor, modelo de negócio, vendas, viabilidade financeira, investimento e dinâmica de mercado, a orientação pode ficar excessivamente teórica ou concentrada apenas na tecnologia.

    Esse distanciamento pode levar a recomendações difíceis de executar, incompatíveis com o estágio da startup ou desconectadas das necessidades reais das pessoas empreendedoras.

    Em negócios de base científica e tecnológica, por exemplo, não basta avaliar se uma solução funciona tecnicamente. Também é necessário compreender se ela resolve um problema relevante, quem está disposto a pagar por ela, como será produzida, regulamentada, comercializada e sustentada ao longo do tempo.

    Da mesma forma, ter experiência empresarial, isoladamente, também não garante uma boa atuação. Sem capacidade de escuta, método, ética e compreensão do processo de inovação, uma pessoa pode transformar a mentoria em uma tentativa de impor suas próprias experiências e decisões.

    O desafio está justamente em equilibrar conhecimento técnico, visão de negócios, leitura de mercado e postura adequada para orientar sem decidir pela pessoa empreendedora.

    Por isso, a formação de pessoas mentoras é tão importante. Ela ajuda profissionais de diferentes trajetórias — acadêmicas, técnicas, corporativas ou empreendedoras — a transformar seus conhecimentos em orientações mais contextualizadas, responsáveis e úteis para cada negócio.

    A certificação não diminui o valor da experiência acadêmica. Ao contrário: contribui para que esse conhecimento seja traduzido e aplicado de forma mais efetiva às necessidades das startups e do mercado.

    O primeiro piloto de certificação em 2026

    Em 2026, demos um novo passo com a realização do primeiro piloto de uma capacitação estruturada para a certificação das pessoas mentoras do Impulse Campina.

    A iniciativa foi realizada pela Sede de Design em parceria com a Associação Brasileira de Startups — Abstartups e reuniu profissionais com reconhecida experiência no ecossistema de inovação.

    A formação foi organizada em quatro módulos complementares:

    • Diagnóstico por Estágio da Startup, com Olivia Boretti;
    • Diagnóstico e Priorização de Desafios, com Danilo Picucci;
    • Captação de Recursos e Oportunidades, com Dani Glück;
    • Investidores e Investimentos, com Monnaliza Medeiros.


    Os conteúdos foram estruturados para aproximar conhecimento e prática. Mais do que aprender sobre startups, as pessoas participantes foram estimuladas a compreender como utilizar esse conhecimento durante uma sessão de mentoria.

    O piloto representou um marco importante nessa trajetória. A certificação deixou de reconhecer somente a presença em encontros e passou a representar uma jornada organizada de desenvolvimento, com conteúdos diretamente relacionados aos desafios enfrentados por quem orienta negócios inovadores.

    Foi a partir dos aprendizados iniciados em 2024, aperfeiçoados em 2025 e consolidados no piloto de 2026 que nasceu o NextGen Mentor — Capacitação e Certificação de Pessoas Mentoras.

    Por que uma pessoa mentora precisa de certificação?

    A certificação não significa que uma pessoa terá todas as respostas. Também não substitui experiência profissional, conhecimento técnico, vivência de mercado ou trajetória acadêmica.

    Sua importância está em demonstrar que a pessoa percorreu uma formação estruturada, teve contato com métodos e ferramentas, refletiu sobre sua postura e compreendeu as responsabilidades relacionadas à atividade de mentoria.

    Uma certificação consistente contribui para desenvolver competências como:

    • Escuta ativa e formulação de perguntas;
    • Diagnóstico do estágio e das necessidades da startup;
    • Compreensão sobre negócios, clientes e mercado;
    • Identificação e priorização de desafios;
    • Capacidade de relacionar conhecimento técnico à viabilidade comercial;
    • Compreensão dos limites entre mentoria, consultoria e aconselhamento
    • Respeito à autonomia das pessoas empreendedoras;
    • Confidencialidade, ética e responsabilidade;
    • Acompanhamento da evolução do negócio;
    • Preparação para atuar em programas, hubs, aceleradoras e ecossistemas de inovação.


    Para as organizações, contar com pessoas mentoras capacitadas representa maior segurança, consistência e qualidade na condução dos programas.

    Para quem empreende, significa receber uma orientação mais coerente com seu momento, seus objetivos e sua realidade.

    Para a própria pessoa mentora, a certificação contribui para fortalecer seu posicionamento profissional e demonstrar que sua atuação não está baseada apenas na experiência pessoal, mas também em competências específicas para conduzir processos de mentoria.

    Certificação precisa representar competência, não apenas presença.

    Existe uma diferença importante entre emitir um certificado e construir um processo de certificação.

    Um certificado de participação registra que alguém esteve presente em determinada atividade. Uma certificação estruturada deve reconhecer o desenvolvimento de conhecimentos e competências, além do atendimento aos critérios previamente definidos.

    Por isso, uma formação de qualidade precisa combinar conteúdo, ferramentas, casos reais, atividades práticas, simulações, reflexão ética e avaliação da participação.

    Também precisa ajudar cada profissional a compreender que mentoria não é uma oportunidade para demonstrar tudo o que sabe. O centro do processo deve ser a necessidade da pessoa empreendedora e do negócio.

    Uma pessoa mentora preparada não apresenta receitas prontas nem tenta reproduzir sua própria trajetória em todas as startups. Ela escuta, investiga, contextualiza, provoca reflexões e ajuda quem empreende a enxergar possibilidades e tomar decisões com mais consciência.

    A certificação deve, portanto, ser tratada como um compromisso com a qualidade da atuação profissional, e não apenas como mais um documento para o currículo.

    Ela não representa um ponto final. Pelo contrário: deve ser o início de uma jornada de desenvolvimento contínuo.

    Uma nova geração de negócios precisa de uma nova geração de pessoas mentoras

    As startups estão inseridas em ambientes cada vez mais complexos. Novas tecnologias, modelos de negócio, formas de investimento, exigências regulatórias e mudanças de mercado tornam as decisões ainda mais desafiadoras.

    Nesse contexto, a mentoria não pode depender apenas de boa vontade, intuição ou improviso.

    É preciso formar profissionais capazes de reconhecer que cada startup possui uma história, um estágio de maturidade e necessidades específicas.

    Pessoas mentoras preparadas não oferecem respostas automáticas. Elas ajudam quem empreende a compreender melhor o cenário, avaliar riscos, analisar possibilidades, priorizar desafios e tomar decisões mais conscientes.

    O NextGen Mentor nasce com esse propósito: formar, certificar e conectar pessoas mentoras preparadas para apoiar startups e negócios inovadores de maneira ética, estratégica e profissional.

    Sua proposta está fundamentada em cinco pilares:

    Competência • Método • Ética • Compromisso • Evolução contínua

    Faça parte da próxima geração de pessoas mentoras

    As inscrições para o NextGen Mentor — Capacitação e Certificação de Pessoas Mentoras estão abertas.

    A formação terá 16 horas, distribuídas em quatro módulos teóricos e práticos, com início em 6 de outubro. Serão disponibilizadas apenas 50 vagas, garantindo uma experiência mais próxima, participativa e qualificada.

    Se você deseja transformar sua experiência acadêmica, técnica, profissional ou empreendedora em uma atuação de mentoria mais estratégica, ética e conectada ao mercado, esta formação é para você.

    INSCRIÇÕES AQUI
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    educação mentoria NEXTGEN startups
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    Karolina Celi
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    Karolina Celi é especialista em inovação de base tecnológica (deeptech), consultora e empreendedora com mais de 15 anos de experiência em P&D, gestão de projetos e startups. Pós-doutora em Inovação Tecnológica, lidera duas startups de base tecnológica e atua como mentora em programas nacionais e internacionais. Fundadora da Sede de Design e gestora do programa de aceleração Impulse Campina, já representou o Brasil no G20 – Startup20 e liderou iniciativas que conectam ciência, mercado e impacto social. Reconhecida por sua trajetória, recebeu o Prêmio Mulheres de Negócios Sebrae (2025), o Prêmio de Melhor Performance do Empretec – Sebrae (2020), o Prêmio Líder Criativa WCD (2023), dois Prêmios de Mérito da Universidade do Minho, além de conquistas no esporte: foi Campeã Nacional de Kickboxing em Portugal (2017) e eleita Melhor Atleta da Cidade de Guimarães, mostrando que disciplina, inovação e superação fazem parte de sua essência.

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